
Entrevista para o Jrock Revolution

A turnê em conjunto com Matenrou Opera na Europa, passando pela Suécia, Finlândia, Alemanha, França e Espanha. A primeira convenção deles no estande de Jrock em Dallas, A-kon. "The Knitting Fabric" em Los Angeles. Versailles esta irrompendo no exterior em grande estilo esse ano. O show em Los Angeles dia 3 de junho já esta à venda e esta próximo de se esgotar. Comprem seus ingressos agora!
Nós colocamos o panorama de uma visão visual geral e os cinco talentosos membros de Versailles em nosso “live report”.
Agora nos sentamos com Versailles e deixamos eles falarem por si mesmos sobre a origem, composição, imagem da banda e o plano de fundo do primeiro mini-album, Lyrical Sympathy. Esta é a Parte 1 da entrevista.
JRR: Vocês poderiam, por favor, se apresentarem?
KAMIJO: Olá pessoal, eu sou vocalista de Versailles, Kamijo.
TERU: Eu sou o Teru na guitarra em Versailles.
JASMINE YOU: Sou Jasmine You, baixista de Versailles.
HIZAKI: Sou Hizaki na guitarra.
YUKI: Sou Yuki na bateria.
JRR: Muito obrigado. Cada um de vocês já estiveram antes em outras bandas ou projetos, então como Versailles começou originalmente?
KAMIJO: Eu gosto de rosas e sou um pouco presunçoso em dizer que sou um vocalista que combina com rosas, então Hizaki, que é um guitarrista que também combina com rosas e eu decidimos criar uma banda que encaixasse perfeitamente com a imagem de rosas. Assim começamos (o Versailles) no outono passado.
JRR: Nós achamos mesmo que elas combinam com vocês.
KAMIJO: Obrigado.
JRR: Como os outros membros entraram?
KAMIJO: Os outros membros haviam participado do "Hizaki grace project", projeto solo do Hizaki, mas ainda estávamos procurando expandir nossas atividades, enquanto éstavamos procurando por membros que se enquadrassem na banda que HIzaki e eu estavamos imginando, nós nos juntamos naturalmente na última primavera. Ou talvez devo dizer que por nós termos nos unido de maneira natural, com Versailles pudemos realizar aquela banda perfeita que HIzaki e eu havíamos imaginado.
JRR: "Hizaki grace project": qual é o conceito por trás disso e em que direção você gostaria de levá-lo daqui em diante?
HIZAKI: Originalmente eu queria mostrar minha própria música, a parte que eu não poderia expressar dentro de uma banda, então eu lancei o album "Curse of Virgo" dia 27 de dezembro de 2007. Mas para 2008 eu planejo diminuir o rítmo com minhas atividades solo e me concentrar no Versailles.
JRR: Duas coisas notáveis em Versailles são não apenas o "visual" num extremo que é dificilmente visto hoje em dia, mas também vocês serem músicos com habilidades incríveis. Então qual seria o conceito para tanto sua aparência quanto para sua música?
HIZAKI: Nós queremos ser perfeitos em tudo. Expressamos nosso estilo tanto na nossa música quanto na nossa aparência... Nós estamos tocando algo pesado, músicas difíceis também, mas o resultado final de nosso desenvolvimento é a música que vocês podem ouvir agora. Nós realmente odiamos fazer coisas pela metade.
JRR: O seu mini album "Lyrical Sympathy" parece contar uma história.
KAMIJO: Realmente.
JRR: Poderia nos contar mais sobre isso? O significado de cada música, o progresso da história?
KAMIJO: Sim, no "Lyrical Sympathy", cada música conta uma história. Antes do mini album nós lançamos nosso primeiro single "The Revenant Choir", que conta uma história do passado. Nela, um dia chamado " The red carpet day" (dia do tapete vermelho) é mencionado e o "Lyrical Sympathy" conta a história desse dia. Então, "The Revenant Choir" é o futuro do "Lyrical Sympathy".
JRR: Por que você criou uma história do futuro primeiro e depois voltou ao passado?
KAMIJO: Quando criamos o Versailles, um termo que estava lá desde o início era "Descendants of Roses" (Descendentes das rosas) como uma forma de nos identificarmos. No passado, apesar do rock ter sido a base onde tudo foi construído, a combinação do rock com rosas era bem popular. Nos dias de hoje, parece que tudo se tornou apenas esse som alto e pesado, enquanto as rosas se tornaram raras. Nós não queremos que a imagem das rosas morram e desapareçam, por isso estamos contando a história dos "Descendentes das Rosas". Então, com "The Revenant Choir" queremos espalhar as rosas pelo mundo novamente, fazê-las florescer novamente. Essa é uma música que estamos apresentando para expressar nosso amor por rosas. Começando com isso, logo em seguida decidimos que antes de continuar iríamos primeiro contar a história do passado e isso se concretizou no "Lyrical Sympathy". Devo admitir que é um pouco difícil [de entender], talvez.
JRR: Então no seu próximo album, irá contar a história do futuro?
KAMIJO: Sim, será sobre o futuro.
JRR: Vocês começaram a se aproximar de fãs estrangeiros desde o começo, com coisas tipo seu Myspace em inglês. O que estão planejando fazer para seus fãs estrangeiros de agora em diante?
KAMIJO: Nós faremos uma turnê na Europa na primavera 2008 e iremos nos apresentar numa convenção no Texas [A-Kon] dia 30 de Maio. Nós iremos, mas para ser honesto, já que nunca fizemos shows no exterior antes, estamos um pouco ansiosos. (Para os membros da banda) Bem, vocês não estão? (risos)
JRR: Você irá falar em inglês no palco?
KAMIJO: Em inglês e francês.
JRR: Você realmente irá falar em inglês?
KAMIJO: Em inglês... De verdade, eu não sei... (risos)
JRR: No estrangeiro, vocês estão pensando apenas como vão se apresentar, ou também sobre os lugares onde irão e as pessoas que irão encontrar lá e sobre o que pessoalmente gostariam de fazer lá?
KAMIJO: Se me permite ser um pouco sério, o que eu de preferência gostaria é fazer uma apresentação assim como nós costumamos fazer no Japão, criar uma atmosfera como normalmente temos em nossos shows. Se conseguirmos fazer isso, eu acho que nós poderemos realmente fazer nossa melhor apresentação. Nossos fãs, eu gostaria que fizessem como quisessem, fazer qualquer coisa que eles gostem para se divertir, desde que não estejam incomodando ninguém.
JRR: Seu primeiro show, foi apenas para homens, não foi?
VERSAILLES: Sim. (risos)
JRR: Vocês disseram que fizeram isso para aumentar o número de fãs homens. E aumentou?
VERSAILLES: Aumentou demais. (risos)
JRR: Shows só para homens ou só para mulheres parecem diferentes de seus shows normais?
HIZAKI: No começo era diferente, mas agora as fãs mulheres se assemelham aos fãs homems [em comportamento].
JRR: Como?
JASMINE YOU: As mulheres agora também batem-cabeça (fazem headbang), e mostram mais sentimento. Em geral, se tornaram mais emotivas.
HIZAKI: Você pode até dizer que as coisas se inverteram, com as moças agora mais fervorosas e os homens mais quietos. (risos)
JRR: Quando vocês fizeram essa apresentação, fizeram alguma coisa em especial, algo diferente do que costumam fazer em suas apresentações, por ter sido só para homens?
HIZAKI: Desde o começo dos nossos ensaios não haviamos planejado nada em particular. Mas aí começaram aqueles gritos...
JRR: Gritos?
HIZAKI: Os caras já estavam muito excitados e gritavam "Go! Go!" (risos) Então tivemos que fazer todo o possível.
JRR: Kamijo normalmente faz toda conversação, tal como ele fez o MC [em Meguro Rokumeikan] também. Você não fala de modo algum, Hizaki?
HIZAKI: Ás vezes eu falo sim, mas, bem, eu sou de Kansai (oeste japonês)... (risos)
JRR: Nós sempre tivemos a impressão de que as pessoas de Kansai falam bastante.
HIZAKI: Bem, minha imagem no palco é muito feminina, mas minha voz é naturalmente masculina, o que produz uma quebra na imagem. E há tanto pessoas que gostam disso e outras que não... (risos)
JRR: Então, jasmine You, você irá falar no palco?
JASMINE YOU: Eu não falo japonês muito bem. (risos) Mas, sim, eu falo um pouco, mas mal.
JRR: Poderíamos perguntar qual sua nacionalidade?
JASMINE YOU: Eu mesmo não tenho idéia sobre minha nacionalidade. Ou até mesmo meu sexo. Esqueça nacionalidade ou gênero sexual, eu nem sou humano. (risos)
JRR: Você é um extraterrestre?
JASMINE YOU: Sim, é o que eu sou.
JRR: De onde você veio?
JASMINE YOU: De outra dimensão.
JRR: Nós ficamos sabendo que você faz mágica. É verdade?
JASMINE YOU: Sim, é verdade.
JRR: Como você começou?
JASMINE YOU: Eu comecei com a mágica quando eu estava na minha banda anterior. É um hobby. Então eu decidi que queria fazer o que eu gostava no palco [e fiz truques de mágica]. Nesta banda, todo mundo faz o que gosta.
JRR: E irá fazer alguma mágica hoje à noite?
JASMINE YOU: Sim, para isso eu trouxe um chicote hoje. (risos)
JRR: Qual o seu truque favorito?
JASMINE YOU: Eu gosto de teletransporte. Gosto de surpreender pessoas e esse truque sempre surpreende. Mas não irei fazer hoje. Eu gostaria de fazer isso no exterior. Acho que não há muitas pessoas como eu que apresentam truques de mágica. Exceto pela Princess Tenko. (risos)
JRR: Gostariamos de retornar à banda e perguntar Hizaki e Teru o que cada um pensa sobre o estilo de tocar um do outro?
TERU: Acho que o jeito que HIzaki toca é incrível. Como guitarristas de gostos parecidos, acho que combinamos bem. Embora o jeito como queremos tocar, como tocamos de fato, como nos expressamos--- É diferente na prática, de um modo que funciona bem.
HIZAKI: Quando começamos a compor, nós dois pensamos que realmente pareciamos um com o outro, que basicamente nossas duas guitarras iriam soar iguais, mas enquanto estavamos de fato trabalhando nas composições acabou que tivemos idéias diferentes, então as coisas saíram diferentes do modo como háviamos começado originalmente. O desenvolvimento mais recente é que, ao invés disso, agora temos guitarras gêmeas. E também, mesmo se ele tocar a mesma parte, nós fazemos de modo diferente agora.
JRR: Quando vocês lançaram "The Revenant Choir" havia também várias faixas onde faltava um instrumento em cada. Vocês fizeram isso para facilitar que as pessoas aprendessem a tocar a música?
KAMIJO: Essas faixas foram para nossa própria prática. (risos)
JRR: Essa é uma resposta que não esperávamos.
(risos)
JRR: Voltando a imagem, Versailles tem um visual incrível. Então estávamos pensando, o que vocês pensam da cena visual atual? Como isso mudou desde o passado? O que vocês gostam e o que gostariam que mudasse?
KAMIJO: Eu penso que ultimamente, infelizmente, existem bandas que se importam apenas com a aparência. Mas há muitas bandas que se importam tanto com a música quanto a aparência. Acho que é como deveria ser. Versailles é assim. Mas eu gostaria que toda banda na cena visual desse seu melhor. Nós não estamos na posição de dar conselho a outros (lit. desprezar os outros). Eu quero que todo mundo na cena visual japonesa trabalhe junto, assim não seremos ridicularizados.
JRR: Há alguma banda dentro da atual cena visual japonesa que combinam tanto a música quanto a aparência impressionantemente?
KAMIJO: Acho que isso se aplica ao Dir en grey.
JRR: Mas o Dir en gery não é mais tão visual atualmente.
KAMIJO: Eu acho que a aparência deles combina com o estilo músical agressivo e pesado que eles tem.
JRR: O que inspiraram vocês a usarem a imagem da corte francesa na banda? Kamijo particularmente parece bem interessado na França e em coisas francesas.
KAMIJO: Isso aconteceu naturalmente. Nós apenas fizemos o que queríamos e acabou resultando no estilo francês. Todo mundo na banda projetou suas próprias roupas, porém quando colocamos tudo junto, tudo ficou balanceado excepcionalmente. Acho que desde o início, quando todos os membros se uniram, todo mundo já sabia que ia ser assim.
JRR: Todo mundo encaixa facilmente no seu conceito?
KAMIJO: Conosco, eu não chamaria de conceito, porque "conceito" normalmente implica num planejamento estratégico, e nas pessoas fazendo as coisas de acordo com aquele plano, enquanto que nós estamos apenas expressando nossos sentimentos.
JRR: Então foi algo que surgiu naturalmente?
KAMIJO: Nós compartilhamos das mesmas idéias de como gostaríamos de aparecer. Então, é muito mais intenso do que um conceito --- Há muito mais de nossos corações dentro disso.
JRR: Kamijo, você apareceu na "Gothic & Lolita Bible" várias vezes. O que você acha sobre a moda "Gothic and Lolita"?
KAMIJO: Eu acho que é maravilhoso as pessoas vestirem com confiança as roupas que gostam. Eu gosto disso. Acho que é uma boa coisa.
JRR: O que os outros membros acham da moda "gothic and lolita"?
JASMMINE YOU: Eu acho lindo quando as pessoas usam coisas que elas realmente gostam. HIZAKI: Quando eu olho para alguém eu posso ver se ela esta usando aquela roupa porque gosta ou porque alguém recomendou.
JRR: Como vocês se sentiriam ao ver fãs estrangeiros fazendo cosplay de vocês enquanto estiverem no exterior em 2008?
VERSAILLES: Isso seria ótimo!
JRR: Kamijo, você viu pessoas fazendo cosplay seu na américa, não?
KAMIJO: Oh sim. Fiquei contente em ver longas filas de cosplayers.
JRR: O que você acha, YUKI?
YUKI: Basicamente o mesmo. Evidentemente pessoas diferentes gostam de coisas diferentes, mas porque todo mundo não poderia vestir aquilo que gosta?
JRR: Então vocês terminaram toda a turnê japonesa. Como vocês se sentem? Estão satisfeitos com isso ou teve alguma coisa que faltou? Ou outras coisas que gostariam de ter feito?
KAMIJO: É claro que crescemos através disso mas para ser honesto devo dizer que não houve ainda nenhum desenvolvimento esmagadoramente grande.
JRR: Seria esse então seu próximo objetivo?
KAMIJO: sim, acredito que sim.
JRR: Que dipo de desenvolvimento você gostaria de ver?
KAMIJO: Acho que enquanto continuarmos a nos apresentar haverá alguma grande descoberta mas como não administramos isso ainda acho que não será tão facil conseguir. Porém continuaremos buscando por isso.
JRR: Como vocês decidem a coreografia das suas performances ao vivo?
HIZAKI: Não há nenhuma coreografia, mesmo.
JRR: Todo mundo esta apenas girando no palco ao mesmo tempo?
KAMIJO: Nós não decidimos isso particularmente, é algo que acabou acontecendo enquanto estávamos praticando. (risos)
JRR: Parece muito bem ensaiado.
KAMIJO: Após fazermos isso no palco, acabamos fazendo durante nossas práticas também. (risos) As vezes todo mundo fazia demais, então discutimos sobre diminuir um pouco (risos) nos movendo para a beirada do palco também. Embora isso seja feito para controlar um pouco nosso movimento no palco.
HIZAKI: Todos temos personalidade forte, então estamos tentando administrar isso para mantermos um bom balanço.
JRR: Nós gostaríamos de perguntar sobre o show no Rokumeikan, junto com ANTIFEMINISM, quando vocês apareceram todos juntos no final e pareceram se divertir muito. (ed. Note: As bandas apresentaram juntas uma música do ANTIFEMINISM, balançando rosas no ar e gritando "Bara bara bara bara!" - "Rosa, rosa, rosa, rosa!") Quem teve essa idéia?
KAMIJO: KENZI (do ANTI) proucurou-me para falar sobre tocarmos juntos no dia 21 de Dezembro e eu lhe disse que só faríamos se fosse apenas Versailles e ANTIFEMINISM, somente duas bandas e não mais. Ele é nosso senpai (veterano) [na área musical] e nos demos muito bem nos ultimos 10 anos. E com o Versailles, eu sempre gosto de surpreender os fãs e ele também gosta de fazer o mesmo. Ele costuma quebrar luzes fluorescentes e nós carregamos rosas mas a vontade de surpreender é a mesma . É por isso que fizemos esse show com duas bandas. Decidimos que se fizessemos mesmo esse show especial juntos nós poderíamos também fazer uma música juntos no final. "Buta" ("carne de porco", uma palavra-chave/tema para ANTIFEMINISM) nós não temos como fazer --- o que podemos fazer, como Versailles, é "bara" (rosa). E então isso se transformou em "butabara". (porkbelly/bacon)
JRR: Se pudessem se apresentar com qualquer pessoa no mundo, quem seria e porque?
KAMIJO: Uma banda com quem gostaríamos de tocar?
HIZAKI: Metallica. (risos)
JASMINE YOU: Red Hot Chilli Peppers
TERU: Talvez ARCH ENEMY, eles não são americanos?
YUKI: DREAM THEATER.
JRR: Há muitos fãs de Jrock agora só escutam Jrock. Existe alguma banda fora do Japão que vocês recomendariam a essas pessoas?
KAMIJO: Apesar de ser uma banda japonesa, tem Matenrou opera, uma das bandas novas com quem a gente toca.
JRR: Como você descreveria o som deles?
KAMIJO: Metal Sinfônico..
JRR: Alguém mais teria alguma outra banda para recomendar?
JASMINE YOU: Eles já acabaram, mas BLANKEY JET CITY. Eu gosto de bandas que colocam suas emoções nas músicas.
HIZAKI: Antique cafe? (risos)
YUKI/TERU(*): Eu gosto de THE BLUE HEARTS. É uma banda de punk rock que já tem alguns anos.
YUKI/TERU(*): Eu gosto de uma banda que regressou ano passado, Kinniku Shoujotai.
JRR: JRR: E recomenmdações de músicas de fora do Japão?
KAMIJO: Eu gosto de trilhas sonoras de filmes do John Williams. Como "Terminal".
HIZAKI: Evidentemente existem muitos artistas que vendem mundialmente mas se os escutarem você poderá fazer novas descobertas porque eles produzem música de alta qualidade. Seja Metallica, Bon Jovi ou Aerosmith.
JASMINE YOU: Se escutarem o melhor de algumas bandas americanas vocês poderam sentir o poder das músicas dessas bandas. Ou então pegue Red Hot Chilli Peppers (risos), eles parecem irradiar música por todo corpo ao invés de apenas tocar. Vocês podem realmente aprender com isso.
HIZAKI: É possível sentir a força de cada nota em algumas das bandas americanas mais do que em qualquer outra. Eu gostaria muito de perguntar para o pessoal de lá que tipo de ambiente cria esse tipo de banda.
TERU: Pantera, também, sim. (risos)
YUKI: Eles são deuses.
(*)Na entrevista há duas respostas seguidas como sendo do TERU sendo que obviamente uma delas é do YUKI.
JRR: Bandas que já acabaram foram mencionadas anteriormente, mas agora no Japão há duas grandes bandas que estão se reunindo, LUNA SEA e X JAPAN. Gostariamos de saber o que pensam sobre o ressurgimento delas.
KAMIJO: Eu acho que a influência deles sobre mim não foi pequena. Acredito que não há ninguém na cena musical Japonesa que não tenha sido influenciado por essas bandas então se quisermos nos igualar ou superá-las temos que criar músicas muito mais bonitas para uma audiência muito maior.
JASMINE YOU: X JAPAN e LUNA SEA criaram a cena do visual kei --- agora é nosso dever espalha-la ainda mais.
HIZAKI: A música de Yoshiki foi uma inspiração pra mim desde muito tempo atrás então definitivamente fui influenciado por ele mesmo que eu me expresse do meu próprio jeito.
TERU: É praticamente o mesmo para mim. Eu os admirei por bastante tempo e estou feliz que pessoas que eu admirava estejam se apresentando novamente.
YUKI: Eu os escutava bastante, então estou bem curioso agora sobre quais musicas [novas] eles irão tocar. Embora, esse seja nosso trabalho agora... (nota da tradutora: trabalho de criar músicas novas) (risos)
JRR: Como sabem, o Jrock Revolution esta tentando espalhar o Jrock pelo mundo, introduzindo bandas japonesas para o público estrangeiro e organizando eventos. Então, sendo uma banda de Jrock, o que gostariam de ver acontecendo no exterior?
KAMIJO: Acho que no momento a maioria dos fãs escutam Jrock como um fenômeno japonês então o que eu gostaria de ver é as coisas irem além desse pensamento e as pessoas se darem conta das bandas em particular, buscando bandas que realmente gostem e não só por serem japonesas, cada um por si próprio.
HIZAKI: No final, com bandas japonesas, aquelas que prestarem atenção em suas músicas assim como em seu visual é que irão sobreviver. Aquelas concentradas apenas na aparência irão desaparecer logo. Então as pessoas deveriam prestar mais atenção na música, não apenas no visual, e nas diferenças entre as bandas.
JASMINE YOU: Penso que tem coisas que só podem ser expressadas de certa maneira em Japonês. Eu gostaria que as pessoas explorassem mais profundamente a lingua. De verdade.
TERU: Acho que para os fãs estrangeiros, nós somos a ponta extrema do visual kei. No japão, o público agora nos considera uma banda estranha.
JRR: Vocês são mesmo tão estranhos?
KAMIJO: Oh sim, no Japão eles nos chamam de estranhos...
JRR: Estive acompanhando as bandas de VK no japão por 20 anos, mas mesmo vocês sendo definitivamente bastante "visual" eu não acho que sejam estranhos.
KAMIJO: Eu fico grato por suas palavras, mas no Japão eles nos tratam como fósseis de uma era distante. Mas então, estamos felizes por sermos fósseis. (risos)
JRR: Se o Jrock Revolution fizer um novo Jrock Revolution Festival vocês gostariam de participar?
VERSAILLES: Definitivamente. Sim, nós gostariamos.
JRR: Uma última pergunta: Se tivessem chance de aparecer num filme, que tipo de personagem gostariam de fazer?
HIZAKI: Um samurai.
JASMINE YOU: Um alien.
KAMIJO: Um vampiro.
TERU: Um personagem de game, tipo alguém de Final Fantasy, talvez.
KAMIJO: Talvez aparecer em algo tipo Matrix. (risos)